Polícia Federal da Argentina desencadeia operação para prender e notificar envolvidos em roubo de criptomoedas 

Argentina Blockchain Criptomoedas Mercado Segurança
A ação da polícia argentina é fruto de uma investigação de longa data. O intuito é coibir a ação de hackers que têm causado prejuízos bastante substanciais em toda a América Latina.
Autor
Verificado por
Último update: 
Por que confiar em nós?

Por mais de uma década, o Cryptonews cobre a indústria de criptomoedas, com o objetivo de fornecer insights informativos aos nossos leitores. Nossos jornalistas e analistas possuem vasta experiência em análise de mercado e tecnologias de blockchain. Nossa equipe se esforça diariamente para manter altos padrões editoriais, focando na precisão factual e na reportagem equilibrada em todas as áreas - desde criptomoedas e projetos de blockchain, até eventos da indústria, produtos e desenvolvimentos tecnológicos. Nossa presença contínua na indústria reflete nosso compromisso em fornecer informações relevantes no mundo em evolução dos ativos digitais. Leia mais sobre o Cryptonews.

Um homem russo foi preso e um casal de brasileiros recebeu uma notificação da polícia argentina. A suspeita é de que os dois estariam envolvidos em um roubo de criptomoedas e também pesos argentinos. O homem preso tinha em sua posse várias criptomoedas, dinheiro e senha de acesso a carteiras de criptomoedas.

O casal de brasileiros não foi detido, no entanto, foi formalmente comunicado da operação por meio de uma notificação. A ação da polícia argentina é fruto de uma investigação de longa data. O intuito é coibir a ação de hackers que têm causado prejuízos bastante substanciais em toda a América Latina.

Continue lendo para saber mais sobre o caso e a regulamentação das criptomoedas nos países envolvidos.

Investigação da Polícia Federal Argentina começou em 2022

A procura pelo russo preso recentemente na Argentina teve início após a ocorrência de um roubo há algum tempo. Na época, o ataque criminoso em questão envolveu hackers da Coreia do Norte em uma ação que acabou gerando um prejuízo de cerca de US$ 100 milhões em ativos digitais roubados de algumas carteiras.

Na mídia internacional esse roubo ficou conhecido como caso Harmony por causa do codinome usado na ação.

Segundo a Agência Notícias Argentinas, o russo preso poderia estar envolvido neste esquema que aconteceu em 2024. O réu tem 39 anos e não teve seu nome oficial divulgado. Ele tem sido monitorado há algum tempo pelos investigadores. O que se sabe até o momento é que ele é natural da Rússia, mas morava na cidade de Buenos Aires e mantinha contratos de aluguel de curto prazo. Isso porque a ideia dele era passar despercebido pelas autoridades e pelo governo argentinos.

A ação do preso envolvia a coordenação de um grupo no aplicativo de mensagens Telegram. Desse modo, ele conseguia coordenar as atividades dos demais membros da quadrilha e ter sucesso no roubo de criptomoedas pela internet.

O processo de investigação contou com uma série de medidas, cruzamento de dados e até mesmo ferramentas de rastreio de ativos digitais. Assim, foi possível identificar os proprietários do grupo e seus integrantes. O principal deles aparecia com o codinome Harmony Bridge 2022, que, segundo a polícia, era do russo preso.

A justiça autorizou buscas após a investigação

Os desdobramentos da investigação tiveram a autorização do 2º Tribunal Penal Econômico Nacional. As autoridades ordenaram buscas em diversas ruas de Buenos Aires para localizar os suspeitos e os produtos dos crimes. Além do russo, prenderam uma mulher de nacionalidade argentina. Notificaram um casal de brasileiros, integrante do grupo, sobre a investigação e seus desdobramentos.

Além disso, houve apreensão de diversos itens que podem ser provenientes das ações criminosas do bando. Ao todo, os envolvidos portavam cerca de US$ 54 mil em USDT e mais de 15 milhões em pesos argentinos. No local havia também 16 QRCodes usados para acessar carteiras de criptomoedas, pelo menos seis celulares, diversos computadores e outros itens.

O russo detido agora está à disposição da justiça argentina e norte-americana. Isso porque, anteriormente, o FBI já havia oferecido uma recompensa para quem fizesse a captura do hacker ligado ao caso Harmony. Além da subtração dos ativos, segundo o Código Penal da Argentina, o russo praticou o crime de lavagem de dinheiro.

Justiça argentina utiliza ferramenta de rastreio de criptomoedas na operação da PF

Um dos destaques da operação coordenada pela Polícia Federal argentina é o rastreio de ativos digitais. Por meio de uma nota, o Ministério Público do país confirmou o uso de uma ferramenta de propriedade da TRM Labs na operação.

Segundo a nota, o avanço das investigações teve maior efetividade graças a ajuda da tecnologia usada. A ferramenta permitiu que as investigações ocorressem em duas direções complementares. Primeiro, no monitoramento de todas as transações com as criptomoedas roubadas. Segundo, identificando a corretora em que o hacker mantinha a carteira digital da qual efetuou o saque.

Os membros do Ministério Público argentino agradeceram o auxílio prestado pelo FBI na solução do caso e destacaram a importância da cooperação internacional na investigação e punição dos crimes contra detentores de ativos digitais.

A regulamentação das criptomoedas na Argentina – Saiba mais sobre o andamento das discussões

O uso da internet para o roubo de criptomoedas é algo alarmante no mundo todo. Para alguns especialistas, a regulamentação do mercado digital pode ser o caminho para coibir e até mesmo evitar o uso do mercado dessa maneira. Por isso, alguns países estão investindo pesado no processo de regulamentação. Contudo, esse não é o caso da Argentina.

Desde que Javier Milei assumiu a presidência, poucas medidas surgiram para regulamentar o setor. Ao contrário disso, houve a aprovação de uma lei que aumenta o alcance do mercado e possibilita o aumento de capital por parte das empresas que trabalham com criptomoedas. Isso aconteceu depois que um especialista em blockchain assumiu a diretoria da Agência Federal de Segurança Cibernética (AFC).

Por não haver controle sobre a atuação das corretoras, os argentinos tendem a confiar na atuação das exchanges. Segundo uma pesquisa recente, as corretoras consideradas confiáveis no resto do mundo não são as mais procuradas pelos argentinos. Essa mobilização é contrária à lógica do mercado digital.

Assim, existe um maior risco para os investidores do país. Isso acaba sendo potencializado pelo aumento da crise econômica que está em curso. O peso argentino tem estado cada vez mais desvalorizado frente ao dólar americano. Isso tem impulsionado a adoção de criptomoedas por nativos e também turistas.

O Tether, por exemplo, vem sendo frequentemente usado por moradores para manter seu dinheiro e fugir dos efeitos da inflação. Mas sem uma regulamentação ou fiscalização específica, fica mais fácil a aplicação de golpes, furtos e lavagem de dinheiro. Dessa forma, a confiança na Argentina como um mercado promissor fica prejudicada, aumentando ainda mais a instabilidade no país.

Leia mais:

Logo

Por que confiar em nós?

2M+

Usuários Ativos pelo Mundo

250+

Guias e Avaliações

8

Anos no Mercado

70

Equipes Internacionais de Autores
editors
articles_more_authors

Melhores ICOs de Criptomoedas

Descubra tokens promissores ainda em pré-venda — projetos em fase inicial com potencial!

Visão Geral do Mercado

  • 7d
  • 1m
  • 1a
Capitalização de mercado
$2,317,133,766,913
-0.12%
Criptomoedas Mais Populares do Mercado
Neste Artigo
Bitcoin
BTC
$64,129
0.05 %
Ethereum
ETH
$1,820
0.19 %
XRP
XRP
$1.1006
1.11 %
Litecoin
LTC
$44.80
0.63 %
Cardano
ADA
$0.1647
3.73 %

Mais Artigos

Noticias
Binaxity Quer Transformar o Crédito em uma Ferramenta de Construção de Patrimônio por Meio de Exposição Estruturada ao Bitcoin
2026-06-10 21:20:49
Comunicados de Imprensa
Com o BTC volátil durante a Bitcoin 2026, Bitcoin Hyper destaca solução para escalar o Bitcoin
Cryptonews
Cryptonews
2026-04-27 19:35:08
Crypto News in numbers
editors
articles_authors_list articles_more_authors
2M+
Usuários Ativos pelo Mundo
250+
Guias e Avaliações
8
Anos no Mercado
70
Equipes Internacionais de Autores