Banco Central do Brasil lança sistema que pode ‘injetar’ R$ 10 trilhões na economia
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O Banco Central do Brasil anunciou o lançamento oficial da duplicata escritural, um novo sistema digital que promete transformar o mercado de crédito no país.
De acordo com o BC, a iniciativa faz parte da Agenda BC# e tem potencial para injetar até R$ 10 trilhões na economia.
Desse modo, o novo sistema digitaliza os títulos de crédito, com foco inicial na duplicata, um dos principais instrumentos de financiamento do setor produtivo brasileiro.
Assim, a proposta traz padronização, rastreabilidade e segurança jurídica, fatores que podem ampliar o acesso ao crédito.
Principalmente para pequenas e médias empresas que ainda enfrentam dificuldades para comprovar seus recebíveis.
Segundo Ricardo Vieira, chefe do departamento de regulação do Banco Central, a duplicata escritural reduz fraudes, melhora garantias e viabiliza a formalização do crédito em larga escala.
Com esse sistema, será possível contar com garantias mais robustas, algo essencial para destravar o mercado e diminuir os spreads bancários, afirmou.
Novo sistema do Banco Central do Brasil

O sistema impacta diretamente o ambiente de tokenização de ativos no Brasil, ao permitir que duplicatas maiores sejam fracionadas e convertidas em tokens digitais, como destacou Rafael Pedrao, superintendente executivo da Núclea.
Com isso, a liquidez do mercado aumenta, e o acesso a esse tipo de investimento se torna mais democrático.
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Para César Kobayashi, superintendente de ativos digitais da Núclea, mesmo um cenário conservador de 1% de tokenização das duplicatas já movimentaria R$ 100 bilhões em ativos digitais.
‘Essa infraestrutura abre caminho para soluções programáveis via blockchain, o que inclui antecipação de recebíveis por investidores menores’, afirmou.
De acordo com o BC, o lançamento será feito de forma faseada, com início previsto entre novembro de 2025 e março de 2026. No primeiro momento, a adesão será voluntária para empresas e obrigatória apenas para bancos.
Dessa forma, a expectativa é que o sistema gere maior transparência e aumente a qualidade das garantias oferecidas ao sistema financeiro.
Duplicata escritural reduz dependência do boleto e amplia acesso ao crédito
De acordo com o BC, a duplicata escritural também resolve uma dor histórica: o excesso de dependência do boleto bancário, que centralizava o financiamento em poucos emissores.
Agora, a nova abordagem separa a duplicata do boleto, deixando claro que a negociação recai sobre o título de crédito, e não sobre o meio de pagamento.
Assim, Gilneu Vivian, diretor do Banco Central, explicou que o modelo permite um fluxo digital confiável, que dispensa checagens manuais e amplia a segurança jurídica.
Para ele, essa mudança repete o sucesso dos recebíveis de cartão de crédito, que já reduziram custos e ampliaram o crédito no Brasil.
O novo sistema foi desenhado com base em duas resoluções: a BCB nº 3.775, que regula a atuação das instituições financeiras, e a PCD nº 339, que define as regras para os sistemas autorizados de escrituração.
Ambas garantem o controle da unicidade da duplicata e sua vinculação com documentos fiscais.
Leandro Vilain, presidente da Associação Brasileira de Bancos, declarou que a iniciativa representa uma revolução silenciosa no crédito privado.
‘Estamos falando de um mercado com potencial de trilhões de reais, que agora se torna mais eficiente, acessível e sustentável, gerando impactos positivos para toda a cadeia produtiva’, concluiu.
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