Raydium (exchange defi baseada em Solana) é hackeada e perde US$ 2 milhões

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Gabriel Gomes
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Na manhã da última sexta-feira, dia 16 de dezembro, a exchange Raydium, que usa um protocolo financeiro descentralizado que se baseia na rede de blockchain Solana, anunciou que sofreu um ataque hacker bem-sucedido.

Infelizmente, o ataque resultou no roubo de mais de US$ 2 milhões de dólares em ativos (mais de R$ 10 milhões de reais), dos quais mais de US$ 1,6 milhão de dólares (mais de R$ 8.4 milhões de reais) em SOL – Token da Solana.

Ataque hacker drenou pool de liquidez da Raydium

O ataque – que aparentemente fez uso das chaves privadas do protocolo – permitiu que tokens fossem drenados das “piscinas” de liquidez da exchange, cuja função é ajudar a impedir desequilíbrios grandes entre a oferta e a procura por moedas, reduzindo a volatilidade delas.

De modo geral, quem contribui para uma piscina de liquidez, depositando por algum tempo seus ativos, é recompensado com tokens, tal manobra é conhecida como Staking e é uma das principais maneiras dos investidores lucrarem com criptomoedas.

No caso da Raydium, as recompensas para quem contribui para as piscinas de liquidez são dadas no token nativo do protocolo, o RAY, que pode ser usado na realização de staking, procedimento em que, conforme explicado acima, um valor em criptomoeda é depositado e passa a render juros para seu dono.

Protocolos descentralizados, como o da Raydium, permitem que seus usuários realizem transações como negociações de criptomoedas e fornecimento de liquidez a elas sem a participação de intermediários, como instituições bancárias, por exemplo.

Um dos diferenciais da Raydium é o AcceleRaytor, uma plataforma que ajuda na arrecadação de fundos para a construção de projetos no ambiente da rede Solana. Se o atacante realmente usou as chaves privadas do protocolo resta descobrir, além de sua identidade, como ele teve acesso.

Ataque hacker é mais um baque no abalado mercado cripto

O ataque sofrido pela plataforma Raydium soma-se a outros problemas que a Solana tem enfrentado nos últimos tempos. Entre os quais destaca-se o impressionante colapso de um de seus grandes apoiadores, a corretora FTX, cujo diretor-executivo, o icônico Sam Bankman-Fried, foi detido recentemente nas Bahamas, país onde reside, acusado de diversos crimes, entre os quais fraude.

O empreendedor pode sofrer extradição para os Estados Unidos, onde está sendo acusado de, entre outras coisas, fraude, lavagem de dinheiro e violação das legislações que regem o financiamento de campanhas eleitorais. Ele teve seu pedido de estabelecimento de fiança em US$ 250 mil dólares negado por uma juíza, que decidiu haver considerável risco de fuga. Por isso, Bankman-Fried deve ficar pelo menos até o começo de fevereiro sob custódia do Departamento Correcional das Bahamas.

A FTX entrou com um pedido de falência e revelou dever aos 50 maiores de seus credores mais de US$ 3 bilhões de dólares, um valor mais de três vezes superior aos recursos que tem disponíveis para fazer frente a suas dívidas.

Depois do anúncio do ataque hacker contra o protocolo Raydium, o RAY sofreu em poucas horas uma desvalorização de cerca de 10%. Desde o começo do ano, aliás, ele já perdeu mais de 90% de seu valor em reais.

Gráfico do RAY em 2022.

O ataque ao Raydium, que é um dos maiores protocolos de finanças descentralizadas baseados em Solana, revelou vulnerabilidades que levaram membros da comunidade a aconselhar a retirada de fundos dele por temor de que a experiência se repita.

De acordo com o site DeFi Llama, que acompanha dados de quase 2000 protocolos de finanças descentralizadas de mais de 100 redes de blockchain, o valor depositado junto ao Raydium caiu mais de 25% em menos de 1 hora.

Investidores em criptomoedas precisam ficar sempre atentos

A situação também realça um dos perigos do universo cripto, no qual ataques hackers, alguns com sucesso, outros sem, são relativamente comuns.

Há cerca de um mês, carteiras da corretora FTX, que já se encontrava à beira do colapso, tiveram US$ 650 milhões de dólares retirados indevidamente. Bankman-Fried alegou não estar envolvido na operação, mas considerou ser provável que ela tenha sido obra de um ex-empregado da empresa.

Tudo isso mostra que o investidor precisa ter muito cuidado, tanto ao adquirir, quanto ao guardar seus tokens, dando preferência para carteiras de criptomoedas próprias. Ademais, pesquisar bastante antes de colocar seu dinheiro no mercado é primordial.
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