Grande parte dos investimentos em Bitcoin é mantido por mais de 6 meses

Mesmo longe do seu preço máximo, há uma tendência de que Bitcoins fiquem em carteiras por mais tempo que outros tokens. Anos após despontar como a maior criptomoeda do mercado, o BTC segue alimentando a esperança dos investidores. Isso porque alguns não aceitam vender quando a criptomoeda custa pouco. Ou, ainda, se arrependem de ter perdido a oportunidade de comprar BTC quando o ativo ainda estava no começo de seu crescimento.
No entanto, os especialistas ficaram surpresos ao descobrir que os ativos estão sendo mantidos por mais de seis meses. Isso mesmo com um mercado indicando sinais de retração. Continue lendo para saber mais sobre a manutenção do Bitcoin em carteira e suas últimas movimentações de preço.
Dados de manutenção do Bitcoin em carteira
Recentemente foram divulgados alguns gráficos produzidos pela Glassnode, empresa de inteligência on-chain do mercado. Os números sobre o acúmulo do BTC em carteiras apareceram em um gráfico chamado “hodl wave”, que consegue mostrar as ondas de acumulação dos ativos por um determinado período.

Segundo o último gráfico, três quartos de todo o BTC em circulação não saíram das carteiras nos últimos seis meses. Mesmo como um ano bastante atípico para o token, com movimentações bastante intensas, grande parte dos investidores optou por não vender seus tokens. Assim, o gráfico da Glassnode indica que 74% dos tokens BTC simplesmente ficaram estacionados.
Para alguns especialistas, essa tendência indica que os investidores estão “segurando” seus tokens por esperança de aumentos. Dessa forma, existe uma intenção de reservar os valores do token visando o aumento de preços no futuro.
Esse movimento pode foi mais intenso em 2024 devido a alguns fatores. O primeiro deles foi a aprovação dos ETFs de BTC logo em janeiro. O ativo rapidamente se popularizou, atraindo mais investidores e atenção para o mercado. Assim, muitos investidores optaram por manter o token em carteira na esperança de que os ETFs fizessem o BTC aumentar rapidamente.
O segundo fator foi o halving do BTC, que aconteceu em abril e trouxe muitas expectativas. Na ocasião, o fornecimento de novos tokens para mineração caiu pela metade, aumentando a escassez do ativo. Contudo, o aumento de preço pós-halving não foi exatamente o esperado por especialistas.
Alguns investidores que estão guardando os tokens podem estar no prejuízo
Manter os tokens em carteira pode representar algum tipo de prejuízo para os investidores, se a estratégia não for bem planejada. Segundo uma postagem do analista James Check, na rede social X, pelo menos 80% desses investidores que mantêm os tokens estão no prejuízo.
Isso porque, segundo ele, grande parte desses ativos foram comprados quando o BTC estava em alta. Portanto, custaram muito mais do que o valor atual dos ativos. Isso pode ser um sinal negativo para o preço do token em breve. Afinal, se grande parte desses investidores entrar em pânico, há chances de que o preço caia drasticamente. Isso pelo excesso de oferta que um eventual esvaziamento de carteira possa causar.
Em contrapartida, os investidores que estão mantendo BTC em carteira podem estar contribuindo para o aumento de preço do ativo. Isso porque, ao optar por não colocar os tokens no mercado agora, eles estão reduzindo a oferta de tokens e impulsionando a procura. Com mais investidores fazendo esse tipo de estratégia, há grandes chances de que o token volte a ter maiores rendimentos em breve.
Outros gráficos da Glassnode apontam para o sentimento geral do mercado
Nem só de Bitcoin vive o mercado de criptomoedas. O sentimento do investidor pode ser decisivo também para outros ativos de menor capitalização, como tokens em pré-venda, por exemplo. Por isso, chamou a atenção também outro gráfico de sentimento de mercado divulgado pela empresa on-chain.
Os dados consideram o índice de medo e de ganância dos investidores. Com relação ao temor de investir agora, foram registrados 28 pontos na escala do gráfico. Esse é um nível que não havia sido alcançado ainda desde dezembro de 2022, quando a crise das criptomoedas estava com força total.
Esses números resultam de uma série de eventos ocorridos neste ano. Principalmente a incerteza da eleição nos Estados Unidos e o agravamento da crise econômica no país. Os favoritos para presidente tem visões bem diferentes quanto ao incentivo às criptomoedas. Enquanto Kamala Harris adota uma postura mais conservadora, Donald Trump é um grande entusiasta da tokenização. Portanto, tudo pode acontecer.
Além disso, o Federal Reserve vem fazendo uma série de ajustes nas taxas de juros para conter a inflação no país. Isso faz com que os índices aumentem e acabem onerando o consumidor. Além disso, o custo de vida no país norte-americano está se tornando mais alto, afugentando alguns investidores.
Dinâmica de preços do Bitcoin e projeções para os próximos dias
Após dias difíceis, o valor do BTC teve uma boa reação, indicando que pode surpreender ainda neste mês. O valor do token passou novamente dos US$ 60 mil, tendendo a encontrar novos níveis de resistência.
O acumulado do último mês ainda indica que o ativo caiu cerca de 9,2% nesse período. No entanto, na última semana houve uma boa reação. O ativo cresceu cerca de 3,3% desde a semana passada e quase 4% nas últimas 24 horas.
O sinal verde nos números do ativo pode ser um alerta de bons ventos. Isso pode indicar que o token tenha bons rendimentos nos próximos dias e volte a atrair novos investidores, além daqueles que já acumulam BTC em carteira.

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