{"id":138534,"date":"2024-12-31T17:00:00","date_gmt":"2024-12-31T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cryptonews.com\/br\/?p=138534"},"modified":"2024-12-31T17:00:00","modified_gmt":"2024-12-31T17:00:00","slug":"portugal-tem-primeiro-fundo-com-exposicao-total-a-criptomoedas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cryptonews.com\/br\/noticias\/portugal-tem-primeiro-fundo-com-exposicao-total-a-criptomoedas\/","title":{"rendered":"Portugal tem primeiro fundo com exposi\u00e7\u00e3o total a criptomoedas"},"content":{"rendered":"
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O mercado portugu\u00eas de criptomoedas ainda n\u00e3o tem a mesma variedade de produtos financeiros que se encontra em outros pa\u00edses. No entanto, o surgimento do Unbound Fund, primeiro fundo de investimento local com exposi\u00e7\u00e3o total a criptos, pode ser o pren\u00fancio de uma expans\u00e3o desse setor.<\/p>

O registro do fundo junto \u00e0 Comiss\u00e3o do Mercado de Valores Mobili\u00e1rios (CMVM) ocorreu em julho. Em seguida, em outubro, o Unbound Fund come\u00e7ou a funcionar, segundo informa\u00e7\u00f5es do Jornal Expresso<\/a>.<\/p>

O criador do fundo, Alessandro Palombo, mencionou como um de seus atrativos a elegibilidade para obter uma Autoriza\u00e7\u00e3o de Resid\u00eancia para Investimento (ARI).<\/p>

A ARI, popularmente conhecida como “visto gold”, destina-se a cidad\u00e3os estrangeiros \u2014 no caso, de fora do Espa\u00e7o Schengen. A condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que os interessados invistam, pelo menos, \u20ac 500 mil. No entanto, h\u00e1 uma boa \u201crecompensa\u201d. Afinal, esse visto abre a possibilidade de obten\u00e7\u00e3o da nacionalidade portuguesa.<\/p>

Nas redes sociais, Palombo busca capitalizar em cima desse poss\u00edvel benef\u00edcio com uma frase bem direta: “Detenha Bitcoin e obtenha a nacionalidade portuguesa”.<\/p>

Fundo tem exposi\u00e7\u00e3o total a criptos<\/h2><\/span>

A exposi\u00e7\u00e3o total a criptomoedas \u00e9 o principal diferencial do Unbound Fund. Afinal, j\u00e1 existia em Portugal um fundo exposto a esse mercado, mas a exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega a 100% nesse caso. Trata-se do fundo 3CC, da sociedade de risco “3 Comma Capital”.<\/p>

A exposi\u00e7\u00e3o do 3CC \u00e9 de 15% a criptomoedas. Al\u00e9m disso, o fundo<\/a> tem 15% de exposi\u00e7\u00e3o a a\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos, al\u00e9m de 70% a empresas portuguesas.<\/p>

Por outro lado, o Unbound Fund est\u00e1 totalmente ligado ao mercado cripto. Segundo Palombo, o fundo busca investir em empresas com potencial de crescimento na ind\u00fastria de blockchain, que est\u00e3o envolvidas em atividades como pesquisa, investimento, minera\u00e7\u00e3o, desenvolvimento de blockchain e de software.<\/p>

A liquidez das empresas nas quais o fundo se baseia vem de criptoativos como a Bitcoin. O objetivo do fundo \u00e9 arrecadar US$ 30 milh\u00f5es em financiamento. Ele est\u00e1 sendo gerenciado pela empresa Green One Capital.<\/p>

A CMVM \u00e9 a entidade respons\u00e1vel por supervisionar o fundo, tendo inclusive o poder de se opor \u00e0 sua constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>

J\u00e1 o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Blockchain e Criptomoedas, Nuno Lima da Luz, revelou que h\u00e1 outros fundos com exposi\u00e7\u00e3o a criptoativos sendo estudados no momento. E tudo isso teria rela\u00e7\u00e3o com o “aumento exponencial de apetite pelos investidores”, segundo Luz.<\/p>

Portugal n\u00e3o definiu \u00f3rg\u00e3o supervisor de criptomoedas<\/h2><\/span>

Ao mesmo tempo em que surgem novos produtos com foco em criptomoedas no pa\u00eds, Portugal ainda tem algumas li\u00e7\u00f5es de casa importantes pela frente.<\/p>

Por exemplo, desde a segunda-feira (30\/12), o mercado europeu de criptos<\/a> passou a ser regulado de maneira uniforme em todos os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>

Portanto, apenas as plataformas que atenderem \u00e0s novas regras poder\u00e3o atuar como intermedi\u00e1rias na compra e venda de criptomoedas.<\/p>

No entanto, Portugal ainda n\u00e3o definiu qual \u00f3rg\u00e3o ser\u00e1 a autoridade respons\u00e1vel por supervisionar esse mercado. Por enquanto, os dois principais candidatos s\u00e3o o Banco de Portugal e a CMVM. Tamb\u00e9m h\u00e1 a possibilidade de ambos atuarem nessa fun\u00e7\u00e3o.<\/p>

Por enquanto, mesmo com o regulamento europeu j\u00e1 em vigor, o cen\u00e1rio \u00e9 incerto em Portugal. Afinal, as empresas ainda n\u00e3o est\u00e3o aptas a cumprir os requisitos, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 uma entidade respons\u00e1vel pela supervis\u00e3o do mercado. Mesmo assim, at\u00e9 o momento, h\u00e1 16 organiza\u00e7\u00f5es interessadas em operar no pa\u00eds.<\/p>

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